segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O Robalo


A captura deste Pércida é mais difícil que a do sargo, mas também mais apaixonante. "O robalo é para o mar o que a truta é para o rio", escreveu o veterano pescador submarino francês Bernard Gorsky.
Este peixe possui um corpo fusiforme, muito hidrodinâmico, no qual se distingue perfeitamente perfeitamente a linha lateral. A boca é rasgada e grande, armada de dentes numerosos e aguçados: uma boca própria de um animal de presa. Possui duas barbatanas dorsais, tendo a primeira raios espinhosos, barbatanas pélvicas e peitorais, e barbatana anal.
A cor é azulada no dorso, convertendo-se em prateada no abdómen. Desloca-se em cardumes numerosos, roçando a superfície das águas, de preferência nos arredores dos escolhos, das pontas rochosas e dos recifes. Gosta das águas agitadas, do rumorejar das ondas e da franja de espuma que rodeia e cobre tudo quanto assoma à superfície.
A sua caça é bastante difícil e requer grande soma de astúcia e paciência. Nos primeiros tempos da pesca submarina, os robalos, curiosos aproximavam-se para inspeccionar aquele ser desconhecido munido de um único e enorme olho e com uma cauda bifurcada, que era o pescador submarina. Quando, satisfeita a sua curiosidade, davam meia volta para se afastarem, apresentando assim o flanco ao pescador, era o momento de os arpoar. Mas já praticamente não sucede actualmente. Os robalos, tal como os outros peixes, "aprenderam a lição". Mas isso mais não fez que dar um maior aliciante à sua captura.

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